No abrigo local não havia lugar para ela. Era jovem, mestiça de pastor, bonita.
Escolheu uma rua no Bosque L.A para morar, bem em frente a uma mansão, era impossível chegar perto da cerca da casa, ela não permitia.
Acho que ela pensava que aquela era sua casa. Os rottweilers bem cuidados da propriedade, faziam um trabalho ainda melhor com a Mulata dando alerta.
Os dias foram passando, já estava lá por uns dois meses dormindo no mato e ela então foi enfraquecendo, fez cio, não deixava ninguém se aproximar.
A empregada de uma outra casa, compadecida, lhe jogava umas sobras, nem sempre tinha, pois os patrões não faziam comida em casa. As vezes ela trazia, o que repartia dos seus cães. Nos fins de semana ela não trabalhava, então a mulata não recebia nada.
Me pergunto, será que na mansão onde a mulata passava horas a cuidar, não sobrava nada, nem ao menos uma migalha, um restinho de ração dos rotts?
Eu e a Gisele, não aguentamos mais aquela situação. O inverno havia chegado, e a situação só piorava. Resolvemos tomar uma atitude, buscamos o amigo Cassiano para ajudar, nos munimos de coleira, corrente, corda, pano, comida.
Chegando lá avistamos um esqueleto ambulante, de seu nariz escorria muco esverdeado. Não aceitou a comida, mas correu, correu mais do que um galgo, correu mais do que suas forças poderiam suportar, e nós atrás dela, até que caiu de fraqueza!
Levamos até uma excelente clínica, foi feito teste para a detecção de cinomose, o que deu negativo.
Então resolvemos investir: Eu cuidava e a Gi bancava o tratamento, não foi fácil, muita medicação, alimento especial, suplemento vitamínico, antibióticos. Ela se negava a comer, então eu forçava com seringa, um vidro desses de pepino, todinho, 2 vezes por dia.
Sua doença mesmo, foi a indiferença de quem poderia ter feito algo, e a fome, além é claro da erlíquia e da babesia que adquirira naquele mato onde dormia pois foram retirados vários carrapatos aderidos na sua pele.
Recebeu soro na veia, cobertores, carinho e atenção, mas não conseguiu se recuperar.
Levamos ela novamente até a clínica, enquanto sangue era extraído de um cão doador, o coração dela não aguentou!
O veterinário fez tudo o que pôde para trazê-la de volta, mas ela preferiu partir.
Meu coração ficou aos pedaços, dói. A gente chora, mas se recupera, porque sabe que dalí a alguns dias vem outro com problemas, e precisamos ser fortes. Ficou a lembrança, somente as fotos, que eu pretendia fazer um antes/depois, eu a imaginava toda linda, correndo num campo de fazenda, mas infelizmente não deu. Só ficou mesmo a nossa saudade da Mulata e a vontade imensa de ter salvo sua vida.
sábado, 28 de junho de 2008
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Lana
A cachorrinha das fotos é a Lana, ela é de porte pequeno, mestiça com linguicinha, e será castrada na próxima semana. Ela é jovem, ainda não fez o primeiro cio.
Havia sido adotada, mas como os novos donos agiram por impulso ( já tinham quatro cães em casa) o resultado não podia ser outro, foi devolvida após duas semanas de casa nova.
É um amor e precisa encontrar novos donos.
Contatar: 54 - 8402 5726.
Comunicado:
Esssa amadinha desde que foi devolvida começou a entristecer e simplesmente parou de comer.
Foi feito tudo que se podia, vermífugos, suplemento vitamínico e no Hospital Veterinário chegou em choque!
Foi muito triste e não souberam precisar a causa do óbito, ao que tudo indicava não era nada virótico ou infeccioso.
Parece que ela desistiu de viver pois nunca mais foi alegre depois que a dona a rejeitou.
Agradecimentos sinceros à Dra. Heloisa, pelo carinho e atenção, e também a sua equipe em especial a estagiária Bianca que atenderam a Lana.
Diane
Havia sido adotada, mas como os novos donos agiram por impulso ( já tinham quatro cães em casa) o resultado não podia ser outro, foi devolvida após duas semanas de casa nova.
É um amor e precisa encontrar novos donos.
Contatar: 54 - 8402 5726.
Comunicado:
Esssa amadinha desde que foi devolvida começou a entristecer e simplesmente parou de comer.
Foi feito tudo que se podia, vermífugos, suplemento vitamínico e no Hospital Veterinário chegou em choque!
Foi muito triste e não souberam precisar a causa do óbito, ao que tudo indicava não era nada virótico ou infeccioso.
Parece que ela desistiu de viver pois nunca mais foi alegre depois que a dona a rejeitou.
Agradecimentos sinceros à Dra. Heloisa, pelo carinho e atenção, e também a sua equipe em especial a estagiária Bianca que atenderam a Lana.
Diane
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saudades
terça-feira, 27 de maio de 2008
Belinha
Esta é a Belinha. Seis anos atrás apareceu na Moron com um câncer de mama que arrastava no chão, já bem velhinha. Recolhemos, foi operada, recuperou-se. Foi nossa alegria por 5 anos e meio.
Quando ela ainda enxergava bem, nós a soltávamos para dar uma volta pela redondeza. Era muito esperta e nunca chegou atrasada. O pessoal de uma loja de alimentos para animais no centro já ficavam esperando, pois todo dia ela ia até lá, entrava discretamente, olhava para os lados e pegava um ossinho. Chegava até a porta, colocava-o no tapete, olhava para trás para ver se alguém estava vendo e depois saía em disparada. Chegava sempre com um ossinho que eu pensava que ela ganhava.
Só mais tarde quando não pude mais deixá-la sair os funcionários me contaram suas peripécias. Era a diversão do dia para eles da agropecuária vê-la pegar o osso disfarçadamente e ir embora.
Infelizmente o câncer já havia feito metástase e espalhado por vários órgãos.
Ela teve catarata também e ficou um pouco surda. Enquanto teve qualidade de vida ficou conosco, mas quando entrou em sofrimento optamos pela eutanásia.
A Belinha foi a primeira cachorra que recolhemos e ajudou-nos a criar a Ritinha. Era a líder do pátio até o penúltimo dia de vida: era a primeira que comia, escolhia onde dormir e todas as outras a obedeciam. Ah, ela era muito vaidosa, gostava de ir ao petshop e amava seus topes (que as outras logo arrancavam) e no inverno estava sempre de roupa - essa ninguém ousava tirar.
Foi doloroso despedirmo-nos dela, mas tenho certeza que enquanto viveu conosco foi tratada com dignidade e respeito. Agradecemos a todos que nos ajudaram a fazê-la viver e também aos que nos ajudaram a fazer sua passagem de forma indolor.
Maria de Lourdes.
Quando ela ainda enxergava bem, nós a soltávamos para dar uma volta pela redondeza. Era muito esperta e nunca chegou atrasada. O pessoal de uma loja de alimentos para animais no centro já ficavam esperando, pois todo dia ela ia até lá, entrava discretamente, olhava para os lados e pegava um ossinho. Chegava até a porta, colocava-o no tapete, olhava para trás para ver se alguém estava vendo e depois saía em disparada. Chegava sempre com um ossinho que eu pensava que ela ganhava.
Só mais tarde quando não pude mais deixá-la sair os funcionários me contaram suas peripécias. Era a diversão do dia para eles da agropecuária vê-la pegar o osso disfarçadamente e ir embora.
Infelizmente o câncer já havia feito metástase e espalhado por vários órgãos.
Ela teve catarata também e ficou um pouco surda. Enquanto teve qualidade de vida ficou conosco, mas quando entrou em sofrimento optamos pela eutanásia.
A Belinha foi a primeira cachorra que recolhemos e ajudou-nos a criar a Ritinha. Era a líder do pátio até o penúltimo dia de vida: era a primeira que comia, escolhia onde dormir e todas as outras a obedeciam. Ah, ela era muito vaidosa, gostava de ir ao petshop e amava seus topes (que as outras logo arrancavam) e no inverno estava sempre de roupa - essa ninguém ousava tirar.
Foi doloroso despedirmo-nos dela, mas tenho certeza que enquanto viveu conosco foi tratada com dignidade e respeito. Agradecemos a todos que nos ajudaram a fazê-la viver e também aos que nos ajudaram a fazer sua passagem de forma indolor.
Maria de Lourdes.
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saudades
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Zequinha
O Zequinha foi retirado de uns bêbados, que ameaçaram a voluntária com faca, mas esta não se intimidou, pegou-o mesmo assim! Ele tinha tudo, desnutrição, sarna, e derramava piolhos.
Quando estava melhorando, apareceu uma terrível sequela de cinomose, pulou etapas, e ele parou de se alimentar, e começou a definhar, e chorava de dor de cabeça.
Optamos pela eutanásia. Ele se despediu de mim, olhou bem nos meus olhos e entrou no carro, nunca mais vi ele, mas lembro até hoje do olhar de gratidão.
Adeus Zequinha! Foi um prazer ter cuidado de você.
Diane
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saudades
Ritinha
Esta lindeza é a Ritinha, a Lourdes recolheu em estado lastimável da rua, e ficou assim...
Viveu com ela e sua família no apto, mas depois de um tempo começou a convulsionar, 10, 12 crises por noite. Doses altas de medicação e meses de tratamento lesaram o fígado dela.
Devido as horas de agonia que vinha passando, optou-se pela eutanásia para aliviar o sofrimento dela.
Viveu com ela e sua família no apto, mas depois de um tempo começou a convulsionar, 10, 12 crises por noite. Doses altas de medicação e meses de tratamento lesaram o fígado dela.
Devido as horas de agonia que vinha passando, optou-se pela eutanásia para aliviar o sofrimento dela.
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saudades
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
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"Não comer carne significa muito mais para mim que uma simples defesa do meu organismo; é um gesto simbólico da minha vontade de viver em harmonia com a natureza. O homem precisa de um novo tipo de relação com a natureza, uma relação que seja de integração em vez de domínio, uma relação de pertencer a ela em vez de possuí-la. Não comer carne simboliza respeito à vida universal." Pierre Weil
"A questão não é a de saber se o animal pode pensar, raciocinar ou falar... a questão é: Eles podem sofrer?” Jeremy Bentham




